Carta mensal do superior geral – Julho 2016

Carta mensal do superior geral – Julho 2016

Category : Noticias

Queridos irmãos religiosos e leigos da família pavoniana: Chegamos ao mês de julho e, em algunas regiões da Congregação (Europa), começa o período de férias. Não é um tempo para não se fazer nada, mas é um tempo para dedicá-lo às atividades típicas do verão: acampamentos, oratório estivo, experiências fortes de solidaridade com grupos de jovens, experiência da Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia… É também um tempo para rezar pessoal e comunitariamente com mais tranquilidade e sossego, pois disto não temos que descansar e nem interromper o ritmo. É um tempo para desfrutar da família, dos amigos, para desfrutar dos irmãos e leigos pavonianos, passando alguns dias de convivência juntos. É tempo para fazer a experiência da formação permanente e os retiros espirituais. Incentivo os religiosos e leigos para que aproveitemos este tempo para continuar crescendo como pessoas, como cristãos e como pavonianos, para que não nos deixemos levar pelo tédio e pela rotina, mas que usemos de criatividade e entusiasmo. Já sabemos a data da canonização do beato Ludovico Pavoni. Será em Roma, no dia 16 de outubro. Começa, agora, um tempo de preparação para este evento. Nas três províncias, estão se realizando diversas iniciativas para preparar a participação de religiosos e leigos. Procuremos nos preparar bem interiormente para acolher este dom, esta graça que Deus nos concede. Seja este um momento para revisar nossa vida de seguidores de Jesus com o coração de Pavoni. Acredito que é um momento propício para fazer um discernimento sério sobre a conversão pessoal e comunitária que devemos realizar. Aproveitemos para nos aprofundar no conhecimento do Pavoni, na sua espiritualidade e carisma. Temos muitos subsídios que podem nos ajudar. A este respeito, quero recomendar a leitura de um artigo que escreveu o jornalista Aldo María Valli e que podemos encontrar em: www.aldomariavalli.it. Penso, neste momento de alegria e emoção, em nossos irmãos pavonianos de Eritrea, que talvez não poderão participar da celebração da canonização. Eu lhes asseguro que, neste instante, todos os teremos muito presentes para que o padre Ludovico Pavoni do céu os proteja e abençõe e, apesar das circunstâncias, continuem sendo dignos filhos seus. 1) Para o mundo juvenil Pavoni será proclamado santo por ser indicador de Deus, por ser profeta da misericórdia de Deus, por sua contribuição para a construção de um mundo melhor por meio da educação de adolescentes e jovens mais necessitados. Devemos descobrir quem são, hoje, os adolescentes e jovens necessitados que buscam educadores, acompanhantes, guias que os ajudem a encontrar o caminho. Aí, nós pavonianos devemos estar e, como nosso fundador, levar nosso grão de areia. Para isto é necessário sair de nossas estruturas e atividades e buscá-los em nossos bairros, cidades e povoados. É fácil subscrever e nos fazer porta-vozes de tantas frases que hoje se escutam no mundo dos adultos: os jovens perderam os valores fundamentais, não têm ideais, não se interessam por nada, são superficiais e incoerentes, são egoístas e só buscam seus próprios interesses, não se preocupam com o seu futuro, não têm fé e nem sentem a necessidade de fazer uma experiência de Jesus Cristo… Percebemos que, às vezes, nossa mentalidade é esta. Eu me pergunto: Com esta mentalidade, pode-se ir ao encontro dos jovens de hoje? É verdade que o mundo juvenil de hoje não tem as características que tinha o nosso, nem são visíveis os valores que o eram em nossa juventude, mas têm outros valores e qualidades positivas que temos que descobrir e valorizar. Nós estamos mais em contato com crianças e adolescentes, desconhecemos um pouco o mundo dos jovens universitários, do mundo do trabalho, das zonas rurais, dos refugiados e migrantes… Devemos purificar nossas idéias do mundo juvenil, estando com eles, ajudando-os a se abrirem à trascendência, à solidariedade, à fraternidade, à vida como vocação. Isto é levar Cristo aos jovens. Devemos fazê-lo como fez nosso pe. Fundador. Confiança de que o jovem pode crescer como pessoa e como cristão; confiança em suas qualidades; confiança de que pode progredir na vida, que ninguém está perdido para sempre. “Ponde nos jovens as mais belas esperanças” (CP 125). Acompanhamento pessoal, sabendo que cada joven é um mundo. “Estudarão bem o carácter e as forças de seus alunos para guiá-los em seu caminho; pois nem todos querem ser guiados na mesma maneira” (CP 259). Firmeza e ternura. Os jovens precisam de guias seguros que vão apontando caminhos. Não precisam de educadores céticos e inseguros, mas também precisam que seus acompanhantes tenham um coração de carne capaz de amá-los, a pesar de suas limitações e falhas. Utilizando a razão. Os educadores, com suas intervenções, não induzirão os jovens a agirem por temor. A educação supõe diálogo, consensos, acordos, respeito pela pessoa do outro, liberdade nas decisões… 2) Educar os jovens, a partir da fé e da religião. Para pe. Pavoni estava claro que sem religião não há educação. Por isso, funda uma congregação religiosa para garantir, com êxito, a continuidade de sua obra. Acabo de chegar do México, onde vi muito claro este aspecto na educação que se dá às crianças e adolescentes nos abrigos. O aspecto religioso, a oração, a celebração, a bênção da mesa, o falar de Deus às crianças é algo fundamental e ajuda a criar um clima educativo e formativo que é muito benéfico para elas. Às vezes, custa-nos formar os meninos neste aspecto. Achamos que não farão caso disso ou que, agindo assim, os respeitamos mais. Eu acredito que se trata de um aspecto fundamental a fim de prepará-los para enfrentar a vida e os problemas de cada dia. Devemos ajudá-los a experimentar que há um Deus que caminha com eles, que vai dando sentido ao que lhes acontece e que estão chamados por ele a viver a vida como vocação e a responder à missão que confía a cada um. Devemos educá-los para descobrir um Deus que os ama, apesar de suas limitações e pecados, que os perdoa e os aceita como são e que se fez um de nós para dar sentido a nossas vidas e nos salvar, quer dizer, dar sentido de futuro e de esperança à nossa vida que não termina com a experiência terrena. Trata-se de dar conhecimentos sobre Deus e Jesus Cristo, mas sobretudo, de ajudar a fazer a experiência deles e de sua presença no caminhar de cada um, de nossas famílias e de nossas comunidades e povoados. Não tenhamos um falso respeito ou um medo infundado. Demos-lhes o que nos ajuda: que é a presença de Cristo em nossas vidas. 3) Algumas notícias para toda a família Depois do Conselho geral ampliado, que realizamos em Bréscia, nos dias 10 e 11 de junho, quero lhes comunicar algumas decisões que foram tomadas: Dada a escassa participação na formação permanente deste ano, que é ano da canonização, e o próximo de consulta, neste sexênio, não haverá nenhum curso para adultos organizado em nível de Congregação. Deixa-se a partcipação em cursos organizados pela CISM, CONFER, CRB etc.; O curso de formação para jovens religiosos de votos temporários, de menos de 10 anos de profissão perpétua, será adiado para o ano de 2018, dado que já haverá movimento e gastos neste próximo período entre canonização e consulta geral. O lugar está para ser definido; Fixou-se a data da próxima consulta geral de 2017. Se tudo for normal, se celebrará em Lonigo, em abril, començando com o jantar, no dia 18 e, terminando, no dia 22, com o café da manhã. Os temas serão: reorganização geográfica da Congregação, Reprojetação (redimensionamento), pastoral vocacional. O Superior geral, junto com seu conselho, organizará instrumento de trabalho preparatório para religiosos e leigos antes da consulta. 4) Agenda del mês de julho 03: celebração dos 50 anos de ordenação sacerdotal de pe. Cesare Moreschi, em Lonigo; 10-31: Curso de formação permanente, em Ponte di Legno. Depois, peregrinação a Roma; 11-16: Visita do Superior geral à comunidade de Gênova; 26-31: JMJ, em Cracóvia; 24-30: retiro espiritual, em Ponte di Legno; 25 julho a 2 de agosto: Maitia Pavoni para grupos Saiano; Ponho o caminho de toda nossa família sob a proteção de Maria, a Virgem do Carmo, e de nosso querido padre, o Beato Ludovico Pavoni. Um abraço fraterno e sempre agradecido. Tradate, 1 de julho de 2016 Ricardo Pinilla Collantes


Leave a Reply

Arquivos